Fifa perde mais três patrocinadores por conta de escândalo de corrupção

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A debandada de patrocinadores da Fifa continua à medida que o tempo passa e não são esclarecidas as acusações de corrupção na entidade durante o processo de escolha da Rússia e do Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente. Após as saídas da Emirates e da Sony, divulgadas no Guia do Boleiro em novembro, agora foi a vez de Castrol, Continental e Johnson & Johnson optarem pela não renovação de seus contratos.

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As três empresas faziam parte do grupo de oito patrocinadores secundários que, juntos, injetaram mais de US$ 500 milhões apenas na última edição do Mundial, disputada em 2014 no Brasil. Ao jornal inglês The Telegraph, a Castrol se limitou a confirmar o afastamento; a Continental afirmou que continuará no futebol, mas apenas com ações em regiões específicas; e a Johnson e Johnson disse que o apoio à Fifa não estava previsto no plano de marketing para 2015.

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Embora o gerente de marketing da Fifa, Thierry Weil, afirme que as mudanças de patrocinadores sejam normais ao final de cada ciclo de quatro anos, nos bastidores está claro que o principal motivo para o afastamento de tantas empresas são as investigações sobre casos de corrupção na entidade. Todas as empresas que apóiam a Fifa estão incomodadas com a demora no esclarecimento dos fatos e temerosas de que os escândalos afetem as imagens de suas marcas.

Mesmo com o fim de acordos importantes, porém, a Fifa já prevê uma arrecadação recorde de US$ 5 bilhões na Copa do Mundo da Rússia. Se Castrol, Continental e Johnson & Johnson já não aparecem no site da entidade, outros dois patrocinadores secundários já renovaram seus contratos: a Budweiser e o McDonald`s. Ainda fazem parte desse grupo Marfrig, Oi e Yingli.

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Também faz parte da estratégia para 2018 fechar melhores contratos de transmissão de TV e 20 patrocínios de terceiro nível (ou seja, apenas no país-sede), enquanto no Brasil foram seis acordos desse tipo. Com relação aos patrocínios de primeiro nível, Samsung e Qatar Airways já são apontadas como prováveis substitutas da Sony e da Emirates, respectivamente.