Terceiros uniformes de clubes mostram tendência monocromática da Copa

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Pela primeira vez em uma Copa do Mundo vimos muitos uniformes de uma só cor usados por seleções que tradicionalmente mesclaram cores. Uma argentina inteira de azul, Inglaterra toda de vermelho ou Espanha só de branco. Se não eram de uma só cor, tendiam, como orientação da FIFA, para tonalidades claras ou escuras, por isso um Brasil de camisa amarela e shorts e meiões brancos, como na partida contra Camarões. Agora, essa tendência parece estar chegando aos terceiros uniformes dos clubes.

Os últimos lançamentos das roupas de número 3, principalmente das duas principais marcas (Nike e Adidas), são monocromáticos. Foi assim com a série neon da Nike para Barcelona, PSG, Inter de Milão, Juventus e Manchester City. Até uma linha dourada para os times mexicanos de Pumas e America (titular e reserva) tem apenas uma tonalidade do peito aos pés.

Parceira oficial da FIFA, a Adidas parece ter seguido ainda mais de perto esse padrão. Além dos clubes internacionais de Bayern e Chelsea, Flamengo e Sport também já apresentaram terceiros uniformes de uma só cor. Até o Liverpool, que é vestido pela Warrior, também lançou um conjunto com uso predominante do preto. [[galeria]] Apenas coincidência? Parece não ser. Os terceiros uniformes de Bayern e Chelsea para a temporada 2013/2014, por exemplo, tinham mais tonalidades do que apenas uma. O mesmo com as terceiras roupas Nike de PSG e Manchester City. Em breve, serão lançadas as roupas de número 3 para os times brasileiros e vamos verificar se essa tendência será estendida pela marca norte-americana aos times daqui também.

Pode ser que a FIFA realmente tenha orientado as marcas a fazer isso para os terceiros uniformes de clubes. Talvez um “teste-drive”. Pode ser que as fornecedoras tenham preferido seguir essa tendência do Mundial apenas para este ano. Bem pouco provável que isso possa ser uma porta de entrada para uma tendência monocromática também para os uniformes principais (titular e reserva) dos clubes. Mesmo porque a FIFA rege de perto a Copa do Mundo e ficaria mais difícil fazer isso com as competições organizadas por federações locais.

De qualquer forma, esse padrão monocromático da Copa irritou torcedores e seleções que tiveram suas tradições colocadas em segundo plano. A FIFA colocou o pretexto de que muitas regiões pobres ainda têm seus televisores em preto e branco, e kits monocromáticos facilitariam a visualização das equipes. Na modesta opinião do editor do Guia do Boleiro que vos escreve, isso parece um pretexto elegante para tentar esconder que o verdadeiro motivo seria o de tentar diminuir a quantidade de erros da arbitragem.

Resta aguardar para ver se o dedo da FIFA vai continuar a mexer na história das cores e da tradição das equipes ao redor do mundo. Na Copa do Mundo, isso aconteceu de fato. Será que isso pode se estender aos clubes?

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