Diferença entre tipos de bolas dos diversos campeonatos traz dificuldade a goleiros, diz Cássio

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Herói corintiano na conquista da taça da Libertadores da América e do Mundial de Clubes em 2012, o goleiro Cássio esteve presente nesta segunda-feira em um evento no clube Paineiras, em São Paulo (SP), e, em entrevista exclusiva ao Guia do Boleiro, falou que a diversidade entre os tipos de bola dos vários campeonatos traz uma adversidade para o goleiro se acostumar com esses diferentes produtos.

“Isso traz muita dificuldade pra gente, mas o segredo é treinar. Treinar com chutes de curta distância, longa distância. Muito cruzamento pra saber o tempo de bola: isso é muito importante”, afirmou o corintiano.

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No ano passado, Cássio teve que treinar com três diferentes tipos de redondas. A bola do Campeonato Paulista era da Topper, enquanto a do Brasileiro e da Libertadores era Nike. No Mundial, que o Corinthians se sagrou campeão sem levar gols, Cássio foi eleito o melhor jogador do torneio defendendo a Cafusa, uma bola fabricada pela Adidas e que será usada na Copa das Confederações no Brasil, em junho.

“As bolas do Paulistão e da Libertadores são muito diferentes entre si e isso dificulta. Tem de estar treinando sempre. Às vezes, a gente só consegue treinar com a bola do jogo um dia antes”, relata Cássio.

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A primeira luva de Cássio

Com 1,95m de altura, Cássio e outros tantos atletas altos podem encontrar dificuldades para encontrar materiais esportivos que se adaptem a eles, principalmente chuteiras e luvas, como é o caso do goleiro do Corinthians. Perguntado sobre como superar isso, Cássio alegou que o problema era mais relacionado ao custo.

“Na verdade, a questão era mais financeira. A minha primeira luva foi um presente do meu tio, uma da Topper, eu acho”, relembra o goleiro, que hoje tem patrocínio da Nike. “Eu vim de uma cidade pequena, então era mais difícil ainda. Não tinha muita opção. Era um ou outro modelo que eu achava”.

Para o jogador de 25 anos, o cenário atual já está bem diferente e melhor. “Hoje já está muito mais fácil. Tem luvas muito boas (no mercado) e que são fáceis de encontrar”, afirma Cássio.

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Evento

Cássio esteve presente a um evento promovido pela Samsung junto com o são-paulino Paulo Henrique Ganso, o comentarista e ex-jogador Belleti, além do cantor Léo Jaime, flamenguista convicto.

O evento, que aconteceu no clube Paineiras, na capital paulista, é uma parceria da empresa coreana com o Chelsea, da Inglaterra, e chega pela segunda vez ao Brasil. O Samsung-Chelsea Camp busca incentivar crianças entre 9 e 13 anos a treinarem futebol e terem uma chance de alcançar o sonho de se profissionalizar.

Das mais de 400 crianças inscritas na clínica de técnicas de futebol, duas serão escolhidas para conhecer o centro de treinamento do Chelsea em Londres, e, quem sabe, se tornar um jogador dos Blues.