Boleiras lamentam falta de material para mulheres em mercado brasileiro

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O mercado de produtos esportivos no Brasil é vasto, mas ainda faltam opções que agradem às mulheres. É o que dizem aquelas que, assim como os homens, jogam seu futebolzinho durante a semana. Entre as boleiras é quase unânime: o mercado deixa a desejar no segmento feminino.

De acordo com Thais Bonizzi, formada em audiovisual e que joga há quase dois anos no Pelado Real, em São Paulo, muitas mulheres acabam usando equipamentos masculinos.

“Até existe uma linha da Adidas, mas é muito difícil de encontrar uma chuteira feminina. O corpo feminino é muito diferente do masculino e a chuteira tinha que ser especial“, afirmou Thais. O Guia do Boleiro consultou na internet opções de compra para as mulheres entre as maiores lojas virtuais no Brasil, incluindo as butiques oficiais das marcas esportivas. Encontrou-se apenas duas opções específicas para esse público em uma das gigantes empresas do comércio digital.

“As chuteiras femininas seriam um diferencial muito importante porque os corpos são muito diferentes, há necessidades especiais. Queria que fossem pensadas fisicamente para um pé feminino, mais mole. Uma chuteira que não comporta bem o pé estraga a unha, dá joanete. Tem que ter um cuidado científico especial para se adaptar ao pé feminino, que é mais delicado, tem a pele mais fina“, completou a boleira de 23 anos.

Solução semelhante foi a encontrada por Amanda Franz, 19, e Cristini Moreira, 27. Devido à falta de mercado para as mulheres, elas acabam fazendo uso do que há à venda para homens.

“Chuteira, caneleira, luvas e até mesmo uniformes no Brasil não são femininos. Lógico que é um esporte, não um desfile de moda, mas acho que deveria ser dada mais atenção e maior disponibilidade aos equipamentos para mulheres“, analisou Cristini.

A Puma internacional lançou há cerca de dois anos a linha Project Pink (projeto rosa). Essa edição é específica para as necessidades do público feminino e parte da arrecadação oriunda da venda desses produtos vai para ações beneficentes em luta contra o câncer de mama.

Nos Estados Unidos, local em que o futebol é o esporte mais popular entre as mulheres, as opções em lojas virtuais são bastante amplas. O mesmo pode ser visto na Europa.

[[imagem2579]]Chuteira infantil é a saída
Para Elizabeth Herron-Sweet, assistente jurídica norte-americana que trabalha em São Paulo, e Dirlene Guarezi, analista de marketing e produtos em Florianópolis, ambas com 26 anos, a saída foi procurar na seção infantil. Como calçam 36, as duas não encontraram chuteiras adultas para elas.

“Os modelos de chuteiras para adultos começam no número 37. Os outros tipos de acessórios, como meião e caneleira, até têm opções de tamanhos, mas não achei nada para o público feminino“, disse Dirlene, que joga futebol há três anos.

“Meu pé é muito pequeno e minha chuteira é infantil, o que é bom porque é mais barata. Não tem modelo para mulher. Nos Estados Unidos têm bilhões de modelos, mas até uns anos atrás também não tinha“, explicou Elizabeth.

Problema semelhante é o enfrentado por Bárbara Monteiro. Aos 21 anos, a boleira disse acreditar que é questão de tempo para que as marcas deem maior atenção às mulheres, mas que hoje considera o mercado fraco.

Estilo também conta
Engana-se quem pensa que são apenas os homens que estão por dentro da moda das chuteiras coloridas. As boleiras também curtem – e até preferem – calçados que chamem a atenção quando estão dentro de campo.

“As meninas têm jogado com aquela chuteira de borracha, mais molinha. Mas mais pelas cores. Menina compra chuteira pela cor. Ah, essa é roxa… Cor conta muito“, disse Thais.

“Sou bem exigente pra chuteira. Escolhi uma azul, rosa, eu não gosto de preto. Depende também, tem que ser um negócio legal e confortável“, concordou Amanda.

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