Clínica terá que indenizar jogador por injúria racial em caso revoltante

Thales Lira e Pâmela Prates
Clínica terá que indenizar jogador por injúria racial em caso revoltante (Imagem: Reprodução / Instagram)
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Após entrar na Justiça com uma acusação de injúria racial, o jogador Thales Lira (ex-Inter) e sua esposa, Pâmela Prates, deverão receber uma indenização de uma clínica. A empresa deverá pagar o valor de R$ 30 mil ao casal autor da ação.

O caso aconteceu após uma mensagem enviada por um médico no Whatsapp, que também é sócio do local. Ele foi acusado de tentar diminuir os autores da ação “em função da sua cor de pele”.

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De acordo com as informações do site GZH, a sentença do juiz Ruy Rosado de Aguiar Neto, da Vara Cível do Foro Regional do Pertenon, foi confirmada em julgamento da 9ª Câmara. Eles recusaram, por unanimidade, o recurso da Clínica Bela Vista de Serviços Médicos.

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O advogado do casal, Fellipe Kliszewski Mallmann contou que o casal buscou a clínica para que Thales fizesse uma cirurgia. O procedimento foi agendado pelo Whatsapp, mas o atleta não apareceu na data. Em conversa com um médico, eles contaram que o rapaz havia desistido do procedimento por não se sentir confortável.

Ex-jogador do Inter e a esposa ficaram indignados com a mensagem

Thales Lira
Clínica terá que indenizar jogador por injúria racial em caso revoltante (Imagem: Reprodução / Instagram)

A princípio, a mensagem anexada ao processo, o médico enviou uma foto do jogador e a esposa com a seguinte frase:

“Até tento mudar o meu pensamento preconceito, mas vocês não deixam! Taí a prova!”.

O juiz que analisou o caso em primeiro grau, ressaltou o seguinte na sentença:

“Essa frase, acompanhada de foto do casal e gargalhadas do tipo hahaha, não teve outro objetivo a não ser diminuir os autores em função da sua cor de pele, revelando-se oportunista e covarde a tese da clínica de que não se trataria de racismo pelo fato da autora Pamela ser mais clara que o autor Thales. Assim, cumpre reconhecer que os autores tiveram os seus direitos de personalidade seriamente violados pelo preposto da ré, razão pela qual deve a clínica reparar civilmente os prejuízos que eles sofreram”.

A clínica entrou com recurso contra a decisão, mas o desembargador relator do caso, Tasso Caubi Soares Delabary, pontuou que não dúvidas e controvérsia acerca da injúria racial.

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Henrique Carlos
Henrique CarlosApaixonado por televisão e cinema, desde 2009 trabalha com internet. Já passou por grandes veículos de comunicação e teve experiência no rádio. Atualmente estuda para continuar crescendo na área e pode ser acompanhado através do perfil @henriquethe2 no Twitter.
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