F1 deve voltar ao palco que Ayrton Senna brilhou na década de 1990

F1 negocia retorno à África em 2030 com GP de Ruanda; último evento no continente teve Ayrton Senna no pódio em Kyalami.

A Fórmula 1 pode voltar ao continente africano em 2030, encerrando uma ausência que começou após o GP da África do Sul de 1993.

O projeto mais avançado não prevê a volta ao circuito de Kyalami:

  • a negociação aponta para um GP de Ruanda, com uma pista permanente construída nos arredores de Kigali.

A informação foi publicada pelo RacingNews365 e repercutida por veículos internacionais e brasileiros.

Segundo a apuração, representantes de Ruanda e da categoria teriam alcançado um acordo, ainda sem confirmação oficial da Fórmula 1.

O anúncio pode ocorrer até o fim de 2026, caso as etapas comerciais e esportivas avancem.

Ruanda planeja circuito novo perto de Kigali

Ruanda ainda não possui um autódromo homologado para receber a Fórmula 1.

O plano prevê uma estrutura nova a cerca de 40 quilômetros de Kigali, próxima ao Aeroporto Internacional de Bugesera.

O desenho ficará a cargo da WurzDesign, empresa ligada ao ex-piloto Alexander Wurz.

Antes de entrar no calendário, o circuito precisará cumprir exigências técnicas da FIA e receber a homologação necessária para uma corrida da principal categoria do automobilismo.

Último GP africano teve Ayrton Senna no pódio

A conexão brasileira passa diretamente por Ayrton Senna.

A última corrida de F1 disputada na África aconteceu em 14 de março de 1993, no circuito de Kyalami, na África do Sul.

Alain Prost venceu pela Williams, Senna terminou em segundo com a McLaren e Mark Blundell completou o pódio.

Um ano antes, também em Kyalami, Senna havia largado na primeira fila e terminou o GP da África do Sul de 1992 em terceiro.

Com memória de Ayrton Senna, África tenta recuperar espaço no calendário da F1

Fórmula 1 pode colocar a África na sua rota em 2027

Fórmula 1 pode contar com novidades importantes para 2027 (Imagem: Divulgação / Scuderia Ferrari)

O retorno ao continente virou um tema recorrente nos últimos anos.

Kyalami buscou atualizar sua estrutura e recebeu aprovação para avançar nos planos de adequação ao padrão de Grau 1 da FIA.

Cidade do Cabo também apareceu em discussões sobre uma possível etapa.

Ruanda ganhou força depois de sediar, em 2024, a Assembleia Geral e a cerimônia anual de premiação da FIA.

Naquele período, o presidente Paul Kagame tornou pública a candidatura do país.

Desde então, a possibilidade de uma corrida próxima a Kigali passou a competir com os projetos sul-africanos.

GP ainda depende de anúncio oficial e homologação

Se o acordo for confirmado, Ruanda se tornará um novo país no mapa da Fórmula 1 e devolverá a categoria à África após 37 anos.

A mudança teria peso histórico, já que o continente não recebe um GP desde a prova em que Prost, Senna e Blundell formaram o último pódio africano.

Moyses Batista
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Moyses Batista