Campeão em 2014, Lahm se opõe à proposta de Copa do Mundo a cada dois anos (Foto: Reprodução/Instagram)
Campeão da Copa do Mundo com a Alemanha em 2014, sendo capitão da seleção, o ex-jogador Philipp Lahm surpreendeu ao falar sobre o mundial deste ano, que será disputado no Catar, em novembro.
Em entrevista para a revista alemã Kicker, o ex-jogador da Alemanha afirmou que não tem intenção de viajar para o Catar para acompanhar a Copa do Mundo, e criticou a FIFA pela decisão de organizar o mundial no país.
Como forma de protesto, Philipp Lahm não irá apoiar a Alemanha no Catar, afirmando que prefere torcer pela seleção de casa.
Copa do Mundo do Catar: Lahm surpreende e revela se viaja para assistir ao torneio. (Foto: Reprodução)
O ícone do futebol alemão e ex-zagueiro Philipp Lahm disse que não viajará para o Catar para assistir à Copa do Mundo, que será realizada em novembro e dezembro deste ano.
Ele citou abusos de direitos humanos cometidos no país como razões para um boicote pessoal.
“Não sou parte da delegação e não estou entusiasmado em viajar como torcedor. Prefiro acompanhar o torneio de casa”, afirmou o ex-jogador em entrevista à revista Kicker.
Atualmente, Philipp Lahm trabalha como diretor da Eurocopa de 2024, que será disputada na Alemanha. O craque tem sido um grande crítico ao mundial do Catar, devido ao histórico do país com grave agressão ao direito das mulheres e homofobia.
Além disso, durante as construções dos estádios que irão sediar o mundial, houve diversos casos de mortes relacionadas às condições desumanas que vivam os trabalhadores.
“Os direitos humanos devem ter um papel importante na premiação de torneios. Se um país que se sai mal nessa área recebe o prêmio, então você tem que pensar em quais critérios a decisão foi baseada”, completou Lahm.
Desde que a FIFA anunciou o Qatar como país sede para a Copa do Mundo de 2022, a entidade passou a ser bastante criticada.
Devido ao histórico do país, relacionado a inúmeras infrações aos direitos humanos, os torcedores ao redor do mundo não se agradaram da decisão da FIFA.
Entre eles, o chefe da Associação de Futebol do País de Gales, Noel Mooney, anunciou que a seleção irá usar o mundial para discutir direitos humanos.
Port publicado em agosto 8, 2022
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