Flamengo venceu por 3 x 2 a Universidad Católica, mas jogo fica marcado por atos de vandalismo. Foto: Reprodução
Após ver o seu filho ser atingido por um objeto arremessado pela torcida da Universidad Católica, Danielle Carvalho relata o drama vivido no jogo.
A partida válida pela terceira rodada da fase grupos da Libertadores, aconteceu no Estádio San Carlos Apoquindo, em Santiago, no Chile, nesta quinta-feira (28).
Palco dos atos de vandalismo no jogo entre Universidad Católica 2 x 3 Flamengo. Foto: Reprodução
Apesar da alegria em ver o Flamengo vencer fora de casa, o que ficará marcado na memória de Thiago será os momentos de tensão e dor.
O pequeno torcedor rubro-negro feriu o olho e precisou de atendimento médico. Sua mãe, falou sobre o ocorrido em entrevista ao SportsCenter.
Fanática pelo Flamengo, Danielle contou que a ida ao estádio fazia parte de um programa divertido em família e terminou com hostilidade.
“O Thiago está um pouquinho traumatizado, eu também. O que vimos ontem foi forte… Desculpa. Está triste. Meu filho entrou no estádio feliz. Eu sou flamenguista, ele é chileno, eu sou mais fanática. Ele entrou feliz, ver o Isla, porque é chileno. Entrou rindo, feliz e saiu chorando, com uma ferida no olho.”
“O que ele viveu foi forte. Estamos processando, não poderíamos imaginar, que um programa familiar, bonito… Ainda mais quando seu time vem de outro país… Você não imagina. Tem gente me criticando: ‘Por que foi levar o menino no estádio?’. Vou deixar de levar no shopping porque tem violência? Não vou levar na rua? Eu não me sinto culpada”, afirmou Danielle.
Ela também explicou como foi a situação em que Thiago sofreu o machucado e o desespero ao ver o filho com sangue no rosto.
“Eu acho que não quero mais ir no estádio, não. É a segunda vez que levo ele no estádio no Chile. Na primeira, foi em 2017, também para ver o Flamengo na Libertadores. Foi tudo tão rápido… Ele estava do meu lado, cantando… Os ânimos estavam alterados, desde o gol do Flamengo. Quando começou isso, deixei de olhar o jogo, tentei fazer uma proteção… Para que não chegasse ao Thiago. De repente, olho, vejo meu filho caído, com sangue na cara, chorando. Imagina. Os flamenguistas falavam, pediam segurança, para abrir um acesso. O Thiago estava de olho fechado, não abria, pensei que tinha ficado cego. Não sabia se era pedra, o que era.”
Danielle também reclamou da segurança do estádio, que barrou o seu guarda-chuva, mas não impediu os torcedores da Universidad Católica de entrarem com os objetos arremessados em direção aos rubro-negros.
“Não tenho nada do que dizer da Conmebol. Nos atenderam, pegaram nossos dados, foram muito receptivos, conosco e com outros torcedores do Flamengo também. O que é engraçado, quando entrei no estádio, aqui choveu muito, como mãe, levei um guarda-chuva. Tive um problema para entrar com o guarda-chuva, falaram que não podia entrar, porque o estádio é seguro. E como torcedores da Católica entraram com tudo aquilo? Garrafas, pedras… Já foram com a intenção. Quando paro para pensar, ainda não acredito. Poderia ter sido pior”, finalizou.
Port publicado em abril 29, 2022
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