A virada do Santa Cruz: raio-X da SAF revela cifras astronômicas, exigências do acordo e os nomes que assumem o futebol tricolor

Conselho do Santa Cruz aprova transferência de 90% da SAF para a Matix Capital, com contrato de até R$ 1 bilhão em 15 anos.

O Santa Cruz deu mais um passo na implementação de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Em reunião extraordinária realizada na noite de quinta-feira (10), o Conselho Deliberativo ratificou a transferência de 90% das ações da SAF para a Matix Capital.

Com isso, acabou encerrando a participação do grupo de investidores que havia assumido originalmente o projeto.

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Os 10% restantes continuam pertencendo ao clube.

Quem assume o comando

A nova estrutura será liderada por Thairo Arruda, ex-CEO da SAF do Botafogo, ao lado de Danilo Caixeiro.

Vale ressaltar que os dois trabalharam na estruturação do clube carioca durante o período em que John Textor comandava o projeto.

A Matix já esteve envolvida também na estruturação das SAFs de Vasco e América-RN.

Entre os novos nomes ligados ao projeto está o investidor internacional Paraj Tyle, formado em economia, que atua como CEO da PTA Ventures LLP, empresa de investimentos sediada na Índia.

Além disso, ele também é fundador e co-CEO da Collective Global, com atuação em tecnologia, inteligência artificial, energia e software.

Paraj tem ainda ligação familiar com Sheel Tyle, um dos proprietários do Portland Trail Blazers, da NBA.

Dinheiro na mesa: quanto o Santa Cruz pode receber

Um dos pontos mais imediatos da operação é a possibilidade de aporte financeiro ainda nesta temporada:

  • R$ 11 milhões previstos para 2026, segundo o presidente Bruno Rodrigues
  • R$ 6 milhões destinados a quitar pendências com o elenco profissional
  • R$ 5 milhões reservados para obras emergenciais no estádio do Arruda, sem receber partidas desde julho de 2025

A expectativa da diretoria é reabrir o estádio para o Campeonato Pernambucano de 2027, inicialmente com capacidade reduzida, entre 25 mil e 30 mil torcedores.

O tamanho do contrato: até R$ 1 bilhão em 15 anos

A troca de investidores não altera a estrutura financeira do acordo original.

O contrato prevê movimentar até R$ 1 bilhão ao longo de 15 anos, somando receitas próprias do clube e aportes dos investidores.

O modelo também estabelece garantias mínimas de faturamento conforme a divisão em que o Santa Cruz estiver — para 2026, na Série C, a referência é de R$ 36 milhões em receitas e aportes.

Exigências ainda pendentes

A implementação segue dependendo de etapas ligadas ao processo de Recuperação Judicial do clube.

Além disso, a Matix precisa comprovar R$ 50 milhões em ativos líquidos até o fim de setembro e R$ 100 milhões em ativos totais até a constituição definitiva da SAF.

Enquanto os trâmites avançam, o Santa Cruz projeta usar o novo aporte para equilibrar as contas de curto prazo e recolocar o Arruda em condições de uso.

Manuel Dias
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Manuel Dias

Sou Manuel Dias, jornalista e redator, com mais de 5 anos de experiência na cobertura esportiva, especialmente no futebol. Tenho atuação como repórter e social media, além de experiência em coberturas in loco nos principais estádios do Nordeste, acompanhando partidas e produzindo conteúdo jornalístico para diferentes plataformas. Insta: @manueldiasoficial