Bastidores quentes no Parque São Jorge: Corinthians quebra o silêncio e emite nota oficial sobre denúncia do Ministério Público
Corinthians se pronuncia após MP pedir afastamento de Osmar Stabile por suposto uso de R$ 721 mil do clube em contratação irregular.
O Corinthians se pronunciou nessa quarta-feira (16) sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o presidente Osmar Stabile.
O dirigente é acusado de usar recursos do clube para custear uma empresa irregular de segurança privada, a Bear Security, que teria prestado serviços a ele e à sua família.
O que diz a denúncia do Ministério Público
Segundo o MP, o esquema teria causado um prejuízo de R$ 721.194,66 aos cofres do clube.
A denúncia aponta 15 pagamentos feitos à Bear Security entre julho de 2025 e agosto de 2026, com valores que variaram entre R$ 33 mil e R$ 65 mil por transação.
Segundo o promotor responsável pelo caso, a Bear Security não tinha autorização da Polícia Federal para atuar no ramo de segurança privada e emitia notas fiscais exclusivamente para o Corinthians.
As medidas pedidas contra Stabile, presidente do Corinthians
Diante da situação, o Ministério Público pediu à Justiça o afastamento de Osmar Stabile da presidência do clube, além de uma série de medidas cautelares:
- Proibição de acesso às dependências do Corinthians
- Proibição de contato com testemunhas e dirigentes
- Proibição de deixar o país sem autorização judicial
- Proibição de viajar por mais de oito dias dentro do Brasil sem autorização judicial
A Promotoria também pediu o bloqueio de bens do dirigente, reparação por danos morais e ressarcimento por danos materiais ao clube, além do encaminhamento do caso à comissão de ética do Corinthians.
A resposta do Corinthians

Corinthians vive momento delicado dentro e fora dos gramados. (Imagem: Gustavo Vasco / Corinthians)
Em nota oficial, o Corinthians afirmou que a denúncia é apenas uma acusação sujeita à análise do Poder Judiciário.
o clube também disse que sua apresentação não representa condenação nem comprovação de responsabilidade criminal.
Em seguida, o Timão argumentou que a contratação da empresa de segurança se deu diante de riscos reais à integridade de Stabile e de sua família.
Vale ressaltar que ele assumiu a presidência após um processo de impeachment e não teve o período padrão de transição.
A entidade também sustentou que os valores pagos são compatíveis com os praticados no mercado para serviços de proteção pessoal de escopo semelhante, e reafirmou compromisso com a transparência e cooperação total com as apurações em curso.
Como o caso começou
A investigação foi aberta no início de agosto.
Isso aconteceudepois que uma reportagem revelou que a Bear Security, fundada em janeiro de 2025 e sediada no Rio de Janeiro, prestava serviços exclusivamente ao Corinthians.
Os valores foram somando mais de R$ 586 mil em contratos.
Entre os profissionais da empresa estão dois ex-policiais militares que já haviam trabalhado para Stabile e sua família antes mesmo de ele assumir a presidência do clube.
Isso, inclusive, em uma viagem particular ao Nordeste, em outubro de 2024.
Sou Manuel Dias, jornalista e redator, com mais de 5 anos de experiência na cobertura esportiva, especialmente no futebol. Tenho atuação como repórter e social media, além de experiência em coberturas in loco nos principais estádios do Nordeste, acompanhando partidas e produzindo conteúdo jornalístico para diferentes plataformas. Insta: @manueldiasoficial



