Times médios e pequenos da Europa abandonam gigantes Adidas e Nike em busca de parcerias mais exclusivas

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Jako e Under Armour substituindo a Adidas, Dryworld e Macron entrando no lugar da Nike. Todas essas trocas de fornecedoras aconteceram recentemente em times de médio e pequeno porte do futebol europeu. Na reportagem especial dessa semana, o Guia do Boleiro mostrará alguns dos motivos que explicam essa tendência de "abandono" das maiores marcas do mercado e abertura para novas empresas.

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O recente acerto do Queens Park Rangers, tradicional time da Inglaterra, para ser o primeiro clube a usar materiais da canadense Dryworld na Europa, dá a primeira dica. Segundo o CEO da equipe, Lee Hos, além dos fatores comerciais teve grande peso na decisão a maior liberdade criativa na hora de criar os novos uniformes do time, atendendo os desejos da torcida.

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Não é difícil entender essa lógica. Gigantes como Adidas e Nike costumam criar, a cada ano, um número limitado de templates para suas camisas, o que faz com que muitos dos times patrocinados usem uniformes "repetidos", apenas com diferenças de cores ou detalhes sutis. Modelos exclusivos para uma equipe são raros até para gigantes como Barcelona, Real Madrid e Manchester United e praticamente impossíveis para equipes menores.

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Outro exemplo nessa linha é o Bayer Leverkusen, que deixou a Adidas após 40 anos para fechar com a pequena Jako justamente em busca de mais atenção. "Para nós, o acordo com a Jako foi a sequência lógica de uma detalhada análise do mercado. Não escolhemos apenas a opção mais lucrativa, mas também aquela que nos oferece o melhor serviço. A nova linha da Jako tem uma qualidade que deixou nossos jogadores empolgados espontaneamente. Mas o mais importante: nós somos claramente o parceiro número 1 da Jako e sentimos isso desde o primeiro momento", afirmou Michael Schade, um dos dirigentes do time.

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A exclusividade no design, contudo, provavelmente não seria motivo suficiente para qualquer troca de patrocínio se o aspecto comercial fosse ruim. Mas esse, definitivamente, não é o caso. Tanto o QPR com a Dryworld quanto o Bayer com a Jako receberão valores significtivos, respectivamente 10 milhões de libras por dez anos e 2,2 milhões de euros por duas temporadas.

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Além disso, outra vantagem é não precisar dividir a atenção com times gigantes nas ações de marketing das marcas. Qual é a dúvida, por exemplo, de que o QPR terá mais visibilidade nas redes sociais da Dryworld do que tinha nas da Nike? E o Bayer, na disputa Jako x Adidas? Esse mesmo pensamento vale para o Levante, da Espanha, que trocou a Nike pela Macron, e para o Southampton, da Inglaterra, que deixou a Adidas para fechar com a Under Armour.

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Caminho inverso

Apesar dos vários exemplos citados, também existem times que estão fazendo justamente o caminho inverso. Ou seja, deixando marcas menores e fechando com as gigantes. É o caso, por exemplo, do Wolfsburg, que recentemente confirmou um novo acerto com a Nike, encerrando a parceria com a Kappa, e do Zaragoza, que deixa a pequena marca Mercury para voltar a vestir Adidas.

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Esses casos, no entanto, parecem ser as exceções que confirmam a regra, já que apesar da exclusividade nos designs e a maior atenção no marketing, provavelmente Kappa e Mercury não conseguiam chegar nem perto das vantagens oferecidas por Nike e Adidas. No caso do Wolfsburg, que recentemente fez sua melhor Liga dos Campeões, chegando às quartas de final, a oferta da marca norte-americana teria sido de 80 milhões de euros por um contrato de nove anos.

Algo parecido pode acontecer com o Tottenham. Atualmente o time tem contrato com a Under Armour até o final da temporada 2016-2017. Mas especula-se que a Nike poderia assumir o time a partir de 2017-2018, graças a uma irrecusável oferta de 30 milhões de libras por ano. 

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