Especial gb: Quais serão os próximos passos da Dryworld no futebol brasileiro

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A marca canadense Dryworld chegou ao futebol brasileiro no início de 2016 já fazendo muito barulho. A empresa já veste times como Atlético-MG, Fluminense e Goiás e em breve deve assumir outras equipes, além de apresentar várias outras novidades. Por isso, a matéria especial desta semana no Guia do Boleiro é sobre o que podemos esperar do impacto desta nova marca no mercado nacional.

Leitor gb: E se a Dry World vestisse os principais clubes do Brasil?

Os primeiros boatos relacionados à chegada da Dryworld ao Brasil começaram no segundo semestre de 2015 e se confirmaram no começo deste ano. Logo de cara, a marca assumiu dois dos maiores times do país substituindo concorrentes de peso, a Puma no Galo e a Adidas no Tricolor Carioca. Além disso, chegou ao Goiás de forma polêmica, revoltando a antiga patrocinadora Kappa, e o próximo clube a ser vestido pela marca deve ser o Santa Cruz, a partir do início do Campeonato Brasileiro, em maio.

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Apesar de ser estreante no mercado, a marca chegou "inflacionando" valores. Tanto no caso do Atlético-MG como do Fluminense, os novos contratos são os mais altos da história dos clubes. Especula-se que cada um receberá R$ 20 milhões por ano até o final da temporada 2020, valor que colocaria os dois abaixo apenas de Corinthians, Flamengo e São Paulo com relação ao arrecadamento com patrocínio de uniforme.

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O dinheiro aplicado diretamente nos patrocínios, contudo, não foi a única vantagem oferecida pela Dryworld. No Atlético-MG, a empresa ajudou a garantir a permanência do argentino Lucas Pratto e foi fundamental na contratação de Robinho. Ações do mesmo tipo, além de premiações por metas alcançadas, são esperadas também no Flu, onde Fred pode vir a se tornar o "embaixador" da marca. Especula-se que no caso do time carioca a patrocinadora poderia colaborar até com as obras do CT das Laranjeiras.

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O que mais vem por aí?

Fundada em 2010 com foco inicialmente no rúgbi, a Dryworld hoje atua em 15 países e já chegou a outras modalidades, como boxe, MMA, ginástica e futebol americano. Com a chegada ao Brasil, a marca deve dar um grande salto no futebol, apresentando inclusive suas primeiras chuteiras.

Aqui, vale uma contextualização: o primeiro produto de sucesso da marca foi a Dryfeet, uma capa usada por cima de chuteiras de quaisquer marcas para tornar o calçado impermeável. Anos depois, a marca finalmente deve lançar sua própria chuteira, que deve se chamar Barefuta e, inclusive, já teve alguns protótipos exibidos em seu Instagram oficial.

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Nesse cenário, os jogadores brasileiros devem ser fundamentais. Além de Robinho, outro atleta do Galo, Luan, também já é patrocinado pela Dryworld. Os dois vem usando chuteiras pintadas de preto e devem ser os primeiros a usarem os modelos canadenses, provavelmente ainda no segundo semestre de 2016. A promessa é de que a chuteira (que já teria inclusive sido patenteada) será a mais leve do mundo, além de incorporar já no cabedal a impermeabilidade do Dryfeet.

Marketing agressivo e mais polêmicas à vista

A discrição definitivamente não parece fazer parte do DNA da Dryworld. No lançamento dos uniformes do Atlético-MG, a marca se viu acusada de machismo por conta do uso de modelos de biquíni no desfile, além da presença de uma etiqueta nos produtos que fazia uma piada dizendo para o torcedor entregar a camisa para sua esposa lavar.

Embora a empresa tenha se desculpado pelo episódio, uma rápida navegada por suas redes sociais mostra que o marketing é amplamente baseado em imagens sensualizadas de atletas, sejam eles homens ou mulheres.

Além disso, a comunicação da marca também não tem medo de provocar rivais gigantes. Em uma das fotos de Instagram com protótipos da chuteira Barefuta (veja acima), a marca provoca diretamente a Nike, cercando uma chuteira da marca norte-americana com seus próprios modelos.

Por enquanto, esse estilo agressivo já ajudou a colocar a Dryworld no mapa do mercado mundial de equipamentos esportivos. Resta aguardar para saber qual será o tamanho do sucesso da marca no Brasil. O que você acha? Deixe sua opinião e expectativas sobre a empresa na caixa de comentários abaixo. 

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