Camisa mais leve e elástica, calção sem cordão e meiões aderentes. Conheça as novas tecnologias da Nike

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Na semana passada, foi realizado em Nova York o Nike Innovation Summit, evento anual em que a marca norte-americana apresenta suas últimas novidades. O Guia do Boleiro já mostrou muitas das camisas e chuteiras lançadas durante o evento, mas agora vai além dos aspectos estéticos e analisa detalhadamente as inovações tecnológias dos novos produtos da empresa para o mercado de futebol.

Camisas mais leves, elásticas e ventiladas

Já presente nos novos uniformes de seleções como Brasil, Inglaterra, França, Holanda e Portugal, entre outras, a tecnologia AeroSwift é a principal novidade e, ao longo dos próximos meses, deve aparecer também nas camisas de clubes patrocinados pela Nike. O objetivo dela é oferecer melhor caimento, maior ventilação e tudo com um visual que lembra os uniformes dos super-heróis de cinema.

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"Fizemos pesquisas aprofundadas com os jogadores, indagando como seria o melhor uniforme que poderia existir no futuro. Surgiram temas como caimento, ventilação e uma estética de super-herói. De posse dessas informações, aceleramos drasticamente nossos esforços para antecipar o futuro, criando um sistema completo de peças projetadas para garantir velocidade”, explica Martin Lotti, Diretor Criativo da Nike.

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O desenvolvimento da nova tecnologia começou logo após o lançamento dos uniformes para a Copa do Mundo de 2014, antes mesmo de o torneio acabar. Segundo Lotti, foram testados centenas de fios diferentes, até que fosse encontrado aquele com as propriedades ideais. "Chegamos ao nível do filamento. Reestruturamos esse componente da roupa para criar uma superfície texturizada, que ajuda a expulsar o suor".

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O resultado é uma camisa 10% mais leve e 50% mais elástica que os modelos usados atualmente pelos times da Nike. Ela também expulsa o suor 20% mais rápido e seca 25% mais rápido. Também inspirada na tecnolo Flyknit (usada em tênis e chuteiras), a camisa é feita com uma camada simples nas áreas que precisam de mais ventilação e uma camada dupla nas áreas que precisam de mais reforço estrutural.

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Pensando em uma melhor mobilidade dos braços, as mangas são feitas em peças única que vão desde a gola até as barras, envolvendo também os ombros. Por fim, os escudos das seleções deixaram de ser bordados e agora são feitos com uma combinação de silicone e malha, plana e sem costura.

Calções com o mesmo material da camisa e sem cordão

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Pela primeira vez, os calções dos novos uniformes são feitos com o mesmo material da camisa, o que melhorou a maleabilidade e a liberdade de movimentos. "De todas as opiniões positivas que recebemos dos jogadores, o short foi a peça que mais agradou. Ele é muito mais confortável do que qualquer outro tipo de peça usada por eles", afirma Lotti.

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Com uma malha de trama firme na parte de trás e uma tira de acabamento plano na cintura, os novos calções eliminaram a necessidade de trazer um cordão para serem amarrados. "Depois de experimentar a nova tira na cintura, o hábito de amarrar o cordão para que o short não caia parece imediatamente ultrapassado", aposta o diretor da marca.

Meiões mais aderentes, inspirados nas lagartixas

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Outro problema que a Nike afirma ter solucionado é o de meiões que escorregam dentro da chuteira. Para isso, foi criada a tecnologia NikeGrip, que usa uma nanofibra tanto do lado de dentro como do lado de fora para impedir que o pé escorregue dentro do meião ou que o meião escorregue quando está em contato com a palmilha do calçado.

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O material utilizado, uma fibra de poliéster ultrafina, foi criado com inspiração nas lagartixas, que consegue escalar superfícies verticais graças a microscópicos fios em suas patas que geram aderência com a parede. Essa nanofibra, misturada com fibras tradicionais, oferece mais pontos de contato entre o pé e o meião e o meião e a chuteira.

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