Com fim do “privilégio” no futebol, Netshoes investe em produtos universitários

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Demoraram demais até. Os clubes de futebol e as marcas esportivas só perceberam no ano passado, ou pelo menos foi quando começaram a fazer isso, que a pré-venda de uniformes deveria ser feita apenas por eles, deixando de fora neste período as lojas de varejo, principalmente a maior, a Netshoes. Ao darem o start na adoção desse processo, o lucro deles seria maior, já que não teriam de dividir o ganho com os varejos online.

É claro que a Netshoes não abriria esse tipo de informação: quanto que a exclusão na etapa de pré-venda de produtos da maioria dos grandes clubes impactou negativamente no caixa da gigante do comércio. Mas é óbvio que, pelo menos no segmento de futebol – dentre as várias gamas de produtos vendidos pela empresa, a Netshoes deve ter sentido um duro golpe.

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No entanto, a companhia tem se preparado para isso antes mesmo de 2015 e feito algumas ações diferentes, entre elas a mais recente: começar agora em janeiro a investir em produtos ligados a universidades. No início, essa nova empreitada não vai ser nem o dedo mindinho da sombra que representava a pré-venda de uniformes, mas é um começo e com um grande potencial. A Netshoes passa agora a vender roupas com a logomarca da universidade Mackenzie, já começando com 30 produtos diferentes. [[imagem34784]]

Outro soco, bem menos potente claro, que passou a guarda e foi sentida pela Netshoes foi a exclusão dela e da Nike no processo de confecção dos uniformes do time do Santos. O que deve ter acontecido com mais clubes e acontecerá com outros que seguem um padrão similar. No meio do ano passado, o clube já havia decidido que pararia de lucrar apenas R$ 11 por cada camisa vendida ao preço de R$ 180, tendo que repartir desta forma os ganhos com as outras duas empresas. Para este ano, o Santos passará a lucrar R$ 50 com cada manto vendido; e o presidente do clube, Modesto Roma Júnior, chegou a afirmar que o time já vendeu mais de 50 mil camisas assinadas pela nova fornecedora Kappa.

Como já dito, a Netshoes se mexeu antes disso. Em 2014, lançou uma linha de produtos próprios, com as marcas que chamou de Gonew e All4one e mais focadas em medições de performance nas atividades físicas. No mesmo ano, inaugurou a Netshoes Uniformes Full iD, uma ferramenta de customização de kits de futebol para quem quiser fazer um uniforme personalizado.[[imagem34785]]

Em 2015, não só continuou com produtos diferenciados, mas investiu também na inteligência no cruzamento de dados. A Netshoes implantou uma ferramenta chamada de big data, que deixou mais otimizado os dados dos 54 milhões de visitantes únicos na loja por mês e os mais de 40 mil itens disponíveis na loja.

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