Sugerimos 7 pequenas mudanças para melhorar o futebol. Leia nossa especial

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[[video26412]] O futebol é o esporte mais popular do mundo. Para jogar, basta uma bola. Para se apaixonar, basta jogar ou assistir. Até quem tem os melhores atletas de basquete, beisebol, futebol americano, hóquei, entre outros, foi “picado” pela febre da Copa do Mundo em 2014. Mesmo tendo o futebol como o esporte número 1 praticado entre as mulheres estadunidenses, são poucos os norte-americanos que acompanham o esporte bretão. No entanto, muita gente já sabe que esse número aumenta e tem bastante a ver com a campanha da seleção de Dempsey aqui no Brasil. A derrota por 2 a 1 para a Bélgica teve o principal ingrediente do futebol: doses e mais doses de emoção, seja com as brilhantes e frequentes defesas de Howard, seja por responder com coragem no contra-ataque. Para quem ainda não tinha visto, vale muito a pena assistir ao vídeo acima com o comediante Will Ferrel e vários americanos torcendo como fanáticos em um bar de Recife no Mundial no ano passado. Essas linhas de texto acima escritas pelo editor servem só para lembrar como o esporte é apaixonante. Apesar disso, deveria sofrer algumas mudanças.

Em um discussão mais necessária no momento e focada nas condições de trabalho dos atletas, o Bom Senso FC, organizado por ex-jogadores e atletas em atividade, conseguiu já algumas melhorias. O que é discutido nesse texto, no entanto, refere-se mais a pequenas mudanças que poderiam acontecer para deixar o futebol mais agradável de se acompanhar (na humilde opinião do editor que vos escreve). Claro que, por exemplo, uma reformulação total nas entidades que organizam o futebol, nas leis do mercado da bola e uma profissionalização da diretoria dos clubes forjadas nos pilares da honestidade e comprometimento focado com a melhoria do futebol resolveriam quase tudo. Mas sabemos que isso é (quase) impossível atualmente, não é? Listamos abaixo, portanto, algumas mudanças mais razoáveis acontecer caso haja um pequeno esforço dos organizadores do futebol brasileiro:

– credenciamento nacional e único de torcedores. Essa é uma mudança que deveria ter sido feita já na virada do século. A violência dos torcedores ingleses, os hooligans, diminuiu drasticamente com pulso firme e punição (A foto mostra um dos episódios mais lamentáveis da história do futebol. No estádio de Heysel, em Bruxelas, na final da Copa dos Campeões em 1985 entre Liverpool e Juventus, os torcedores ingleses se envolveram em brigas que deixaram 39 mortos). Para tentar chegar perto de uma solução aqui no Brasil, o que deveria ser feito é um cadastro nacional de todos os torcedores que comparecessem aos estádios. Esse credenciamento teria fotos de todos os ângulos da pessoa e dados cruzados com contas residenciais. Com isso, seria mais fácil localizar e prender o agressor. O mais importante disso tudo é que a lei fosse aplicada para os marginais. Agora, poderia ser criada também uma regra de 1 ano de afastamento das arenas para o transgressor e abolição em caso de reincidência. Como seria melhor estádios mais parecidos com o que rolou na Copa do Mundo, não é verdade?

– Transporte público organizado para os jogos. Quem já não foi ao estádio e ficou preocupado em não ter ônibus ou metro para voltar? Com a determinação acima sendo cumprida, ficaria mais fácil de haver ônibus e metro abertos até mais tarde para um retorno tranquilo para casa. O certo mesmo, na verdade, seriam jogos em horários mais cedo, mas sabemos que isso é difícil de acontecer pelos interesses financeiros e parrudos das redes de TV e seus anunciantes, não é verdade?

 – Gandulas providenciados pela CBF e não pelo clube mandante. Qual episódio mais bizarro que você se lembra sobre a interferência de um gandula no jogo? O mais frequente e um dos mais chatos é o atraso na reposição da bola quando o time da casa precisa fazer cera. Gandulas como parte do corpo de profissionais da CBF acabaria com esse problema. [[video26414]]

– Punição para fingimento de lesão. E por falar em cera, tem também coisa mais desagradável que um jogador cair no chão fingindo contusão para ganhar tempo? CBF, isso é simples de se resolver: quando o jogador precisar de atendimento, tem que ficar 5 minutos fora do campo (exceção para casos em que houve violência deliberada na jogada).

– Transmissão com 5 minutos dedicados aos melhores momentos. E tem também coisa mais desagradável que intervalo sem os lances cruciais da primeira etapa? Perdeu o primeiro tempo, liga a TV para ver os melhores momentos e nada: apenas uma enxurrada publicitária. Me lembro até de uma vez que os melhores momentos foram interrompidos, porque não deu tempo e a partida havia sido reiniciada. A CBF teria que impor às redes de TV: a) no intervalo, é obrigatório um resumo de dois minutos dos melhores momentos. b) ao final do jogo, é obrigatório um resumo de três minutos sobre como foi a partida. Não é nada de outro mundo para anunciantes e TV e, como consequência, manteria a audiência no final dos jogos, pois o espectador saberia que os melhores momentos viriam a seguir.

– Revisão de lances pela TV pela arbitragem. Aqui, já entramos em mudanças no jogo e mais difíceis de acontecer. São mais polêmicas também. A FIFA só liberou a implantação do chip na bola, após o erro grotesco na Copa do Mundo de 2010, quando um chute da Inglaterra ultrapassou claramente a linha do gol, mas não foi visto pelos árbitros. Agora, seria ótimo se cada equipe tivesse a chance de gastar por partida 2 pedidos de revisão de um lance capital: um pênalti, uma expulsão, um impedimento, uma falta perto da área,… O que você acha, leitor?

– Cobrança livre a cinco metros da área a partir da 10ª falta cometida. Quem não se lembra de uma regra experimentada e rapidamente abortada em que depois de um determinado número de infrações? O time “violento” era punido com a cobrança de uma falta sem barreira na risca da grande área a favor do time adversário? Por mais que a falta seja necessária em vários lances, o exagero torna o jogo chato e pune o time que propõe o jogo. Por que não fazer uma nova tentativa dessa regra, com a mudança de ser uma cobrança um pouco mais distante: a 5 metros da grande área?

A opinião aqui do editor é pensada em pequenas mudanças que poderiam melhorar o quadro atual do futebol brasileiro. O que você acha? Participe da discussão e proponha você também uma mudança comentando abaixo: