Teste Nike Mercurial Superfly IV cano alto: ajuste perfeito e tração para jogadores de velocidade

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Desde que foi lançada, em 1998, com Ronaldo Fenômeno como garoto propaganda, a linha de chuteiras Nike Mercurial virou sinônimo de velocidade, sendo usada por alguns dos principais atacantes das últimas duas décadas. Atualmente, o modelo é o mais utilizado pelos jogadores das cinco principais ligas europeias. Por isso, fomos a campo para testar a Mercurial Superfly IV, versão em cano alto da chuteira.

Apresentada para a Copa do Mundo de 2014, a Superfly foi a segunda chuteira produzida pela Nike com o cano alto, seguindo a Magista Obra. Com o objetivo de oferecer ao atleta a sensação de estar usando uma meia e proporcionar a maior velocidade possível, o modelo combina tecnologias como ACC (All Conditions Control), NikeSkin, Flyknit e Brio cables, esta última presente apenas na Superfly e não na Magista.

O ACC é o item que promete oferecer ao jogador o melhor controle da bola independente das condições climáticas, seja com tempo seco ou debaixo de uma tempestade. A NikeSkin é uma proteção extra que aumenta a durabilidade da chuteira ao mesmo tempo que proporciona flexibilidade e impermeabilidade.

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Provavelmente o grande atrativo da chuteira, o Flyknit é o material tricotado que substitui os materiais sintéticos usados anteriormente no cabedal e que se estende até o Dynamic Collar, nome técnico do cano alto. O seu uso tem como objetivo oferecer um contato mais sensível do pé com a bola. Por fim, os Brio cables são finos cabos que ligam os cadarços à sola da chuteira para garantir o ajuste perfeito ao pé.

Todos esses ajustes proporcionam uma ótima sensibilidade na hora dos passes e, principalmente, dos chutes, já que o Flyknit (com a consequente ausência de uma língua) e os cadarços bastante finos deixam a superfície do peito do pé quase que totalmente lisa, sem pontos em relevo. Para completar, o Dynamic collar ainda proporciona uma segurança contra torções, que pode até ajudar a evitar lesões de tornozelo.

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Se no cabedal as tecnologias tem como objetivo oferecer o melhor conforto e ajuste, na sola a ideia é proporcionar ao atleta a maior velocidade possível. E isso é obtido com o uso de fibra de caborno e travas em formato de faca, que entram mais profundamente no gramado e garantem muita firmeza tanto na arrancada quanto em movimentos de mudança de direção ou de desaceleração. Por essas características, trata-se do tipo de solado ideal para jogadores leves e que baseiam seu jogo na corrida.

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Cristiano Ronaldo, claro, é o principal nome da Mercurial Superfly IV. No entanto, o atacante do Real Madrid usa uma versão feita especialmente para ele com o Dynamic collar em uma altura intermediária (leia mais aqui). Além do português, também usam a chuteira jogadores como Alexis Sánchez, Javier Pastore, Luiz Adriano, Jackson Martínez, Jesús Navas, Marcos Rojo, Arturo Vidal, Claudio Marchisio e El Shaarawy.

O modelo utilizado no teste do Guia do Boleiro foi o da coleção “Conquiste seu brilho”, lançada em dezembro e a mais recente disponível no Brasil. O preço sugerido pela Nike é de R$ 1299,90. Na Europa, foi lançada em fevereiro a versão em amarelo neon da chuteira como parte da coleção Highlight Pack, mas ainda não há previsão para a chegada desse modelo ao país.

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Caimento/conforto – 9

As tecnologias aplicadas no cabedal, especialmente o Flyknit e os Brio cables proporcionam um ajuste muito próximo ao pé do atleta. A única dificuldade é para passar o pé pelo Dynamic collar, mas essa parte deve lacear com o tempo de uso (a dica é usar uma calçadeira. Uma vez calçada, no entanto, a chuteira oferece firmeza total sem que isso seja sinônimo de aperto.

Estabilidade – 9,5

Talvez o grande destaque do modelo que faz com que ele seja usado pelos jogadores mais velozes do mundo. As travas em forma de faca se prendem ao chão garantindo a melhor tração possível e minimizando os riscos de uma escorregada. O solado só não é recomendado para boleiros que estejam acima do peso ou que tenham um estilo de jogo baseado em giros, já que nesses casos a firmeza no gramado pode prejudicar mais do que ajudar.

Leveza – 9

Com cerca de 200 gramas no tamanho 41, a Mercurial Superfly IV está entre as chuteiras mais leves do mundo mesmo com a presença do cano alto, o que teoricamente demandaria uma quantidade maior de material e consequente aumento de peso. Além do Flyknit, o solado em fibra de caborno colabora para que isso não aconteça.

Design – 8

O uso do NikeSkin no cabedal permite à Nike “brincar” bastante com as combinações de cores da chuteira. No modelo testado pelo Guia do Boleiro, chama a atenção o uso de diversas cores no logotipo da marca. Isso foi feito porque a coleção “Conquiste seu brilho” era inspirada no réveillon brasileiro. Já o modelo atualmente usado pelos jogadores na Europa agrada a quem gosta de cores fortes, com um amarelo fluorescente dominando toda a chuteira.

Molhada – 7,5

Feita em malha, a tecnologia Flyknit tem apenas uma característica negativa, que é justamente a fácil absorção de água. Assim como oferece boa ventilação em condições secas, o tecido é permeável caso seja exposto a grandes quantidades de água. Isso, porém, só acontece na área preta da chuteira e não é o suficiente pra atrapalhar drasticamente o desempenho. No fim das contas, o saldo ainda é positivo.

Entrega do conceito – 9,5

Se você é um zagueiro pesado ou meio de campo que gosta de distribuir o jogo mais do que correr, provavelmente a Mercurial Superfly IV não é a chuteira ideal pra você. Mas se você é leve e baseia seu jogo na velocidade (características geralmente de atacantes e laterais), então o seu perfil é exatamente o que a Nike usou para criar essa chuteira. E, nesse caso, poucos modelos podem ser melhores que esse para garantir seu melhor desempenho em campo.