Nike sonda a Argentina, mas Messi é obstáculo para acordo

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Uma antiga especulação do mercado futebolístico, o desejo da Nike de vestir a seleção da Argentina voltou a ganhar destaque na imprensa do país vizinho esta semana. A informação de que a marca norte-americana estaria assediando a AFA (Asociación del Futbol Argentino) foi dada pelo jornalista Ariel Senosiain, do canal TyC Sports. O acordo, no entanto, seria inviável por conta justamente do maior astro da seleção, Lionel Messi.

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Explica-se: o status de principal astro do país e de um dos dois melhores jogadores do mundo, faz com que Messi seja muito mais importante que qualquer outro jogador para promover a seleção argentina. E o fato de ele ser patrocinado pela mesma marca que veste a equipe facilita diversas campanhas de marketing, um cenário que seria completamente diferente com uma eventual mudança de patrocinador.

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A relação da Adidas com o Barcelona, clube do atacante, mostra bem isso. Recentemente, uma pesquisa interna da marca alemã mostrou que Messi é mais associado à Nike, que veste o clube catalão, do que à sua própria patrocinadora. E isso já estaria motivando a Adidas a colaborar para tirar o craque do time.

Por outro lado, o que pesa a favor de um eventual concorrente na disputa pela Argentina é a insatisfação da AFA com os valores recebidos atualmente. Renovado em 2011 e com duração até o fim de 2022, o atual contrato prevê o pagamento de 15,5 milhões de euros (R$ 50 milhões) por ano, contra 40 milhões de euros (R$ 130 milhões) pagos à Espanha e 55 milhões (R$ 180 milhões) à Alemanha.

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Assim, poderia ser interessante para os dirigentes da AFA ao menos conversar com a Nike e ouvir sua proposta, como forma de "forçar" a Adidas a cobrir uma eventual proposta. Afinal, a marca provavelmente pagaria muito caro para não encerrar uma parceria que já dura 50 anos e que está no seu auge com a presença de Messi na seleção. De um jeito ou de outro (e mesmo sem interferir ativamente), o craque deve ser o fiel da balança.