CBF perde patrocínio da Nestlé, renova com a Vivo e ainda negocia com Extra

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Fora dos campos, o ano começou com uma notícia boa e outra ruim para a direção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A entidade perdeu um de seus principais patrocinadores, a Nestlé, que apoiava a seleção brasileira desde 2010. Já a Vivo, parceira desde 2005, assinou uma renovação de contrato válida por mais oito anos, até janeiro de 2023.

Camisa pré-jogo da seleção brasileira feita pela Nike tem imagem vazada

Segundo o site Máquina do Esporte, a decisão da Nestlé de não renovar o contrato foi consequência de uma mudança na política de marketing da empresa. Durante a Copa de 2014, a aposta foi na comunicação institucional, mas a partir de agora a intenção é dar mais ênfase às marcas próprias. Assim, cada linha de produto, como Nescau e Garoto, decidirá independentemente quais projetos apoiar.

Presente nas Copas do Mundo da África do Sul em 2010 e do Brasil em 2014, a Nestlé não tinha sua marca estampada nas camisas de treino da seleção, como outras patrocinadoras da CBF, mas aparecia na publicidade estática, como nos painéis que ficam ao fundo durante entrevistas coletivas. Além disso, ativava seu patrocínio com uma série de promoções ligadas à seleção e às competições que esta disputava.

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Vivo renova e Extra também pode sair

Se no nicho de alimentos a CBF será obrigada a começar a procurar uma nova parceira, no setor de telecomunicações a federação conseguiu manter o acordo com a Vivo. A empresa renovou até janeiro de 2023 e, com isso, completará pelo menos 18 anos de contrato como um dos principais patrocinadores da seleção ao lado de Nike, Itaú, Sadia e Chevrolet. Esta última substituiu a Volkswagen após a Copa.

O balanço financeiro de 2014 da CBF ainda não foi divulgado, mas a estimativa é de que a entidade declare uma arrecadação de pelo menos R$ 300 milhões em patrocínio no ano da Copa. A federação, ainda presidida por José Maria Marin e que terá Marco Polo del Nero como novo comandante a partir de abril, também tem acordos com Guaraná Antárctica, MasterCard, Samsung, Gillette, Gol Linhas Aéreas, EF Englishtown, Unimed Seguros, Michelin, Tênis Pé Baruel e relógios Parmigiani.

Além da Nestlé, outra marca que pode estar de saída é a do Extra Supermercados. A CBF ainda estaria tentando renegociar o contrato com o Grupo Pão de Açúcar, dono da rede, mas, por enquanto, o logotipo da marca já foi retirado do site oficial da federação.