Penalty já vendeu mais de R$ 7 milhões em camisas de Rogério Ceni

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Apresentada nesta sexta-feira, a nova camisa especial de Rogério Ceni chamou a atenção nos últimos dias principalmente por conta do anúncio equivocado da Penalty de que o uniforme marcaria a aposentadoria do goleiro – decisão definitamente desmentida com o anúncio da renovação do contrato com o São Paulo. Mas, polêmicas à parte, o uniforme se mostrou um sucesso absoluto de vendas e rendeu ao menos R$ 7 milhões em vendas para a Penalty.

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Durante a entrevista coletiva de lançamento da camisa, o diretor de marketing e vendas da empresa, Rafael Gouveia, afirmou que mais de 20 mil camisas haviam sido vendidas apenas durante a pré-venda. Ou seja, antes que as primeiras imagens do produto fossem reveladas. Pouco depois, no entanto, o Guia do Boleiro pôde apurar com um dirigente do clube as vendas já estavam se aproximando da marca das 30 mil camisas.

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Sem preço único, o novo uniforme varia de R$ 229,99 (modelos feminino e juvenil) a R$ 249,99 (modelo masculino, igual ao que Rogério usará em campo). Considerando-se uma média dos valores, é possível afirmar que a barreira dos R$ 7 milhões já foi superada, podendo passar dos R$ 10 milhões em breve caso o ritmo das vendas continue como nos últimos dias.

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Da receita bruta gerada pelas vendas, o São Paulo fica com 10% de royalties como previsto em contrato. Isso significa que o clube já teve um reforço de caixa de R$ 700 mil, podendo em breve passar de R$ 1 milhão. Rogério Ceni também fica com uma porcentagem das vendas por se tratar de uma camisa de uso exclusivo dele, mas nenhuma informação a esse respeito foi divulgada.

Pedido de desculpas e concorrência para vestir o São Paulo

Representando a Penalty no lançamento da camisa de Rogério Ceni, Rafael Gouveia pediu desculpas à torcida do São Paulo, ao clube e ao goleiro diversas vezes durante a entrevista, reconhecendo o erro da empresa ao mandar um convite citando a – depois desmentida – aposentadoria do camisa 1. "Foi uma falha no convite desse evento, onde mencionamos a despedida do atleta e cabe a ele, apenas ele, o anúncio dessa decisão", afirmou.

Apesar da polêmica gerada com o episódio, tanto o representante da empresa quanto o vice-presidente de comunicação do São Paulo, Júlio Casares, afirmaram que as partes já se resolveram e que o contrato, válido até o final de 2015, será cumprido. O dirigente apenas reconheceu que, enquanto isso, já está aberto para ouvir outras propostas: "Muito se lê sobre novas empresas e é verdade, mutias querem suceder a Penalty e nós não deixamos de ouvir. Mas hoje nosso parceiro é a Penalty e vamos cumprir até o final".

Após a polêmica da última semana, ganhou força a especulação de que o São Paulo poderia romper o contrato com a Nike e assinar com a Under Armour. O próprio Rogério Ceni e Luis Fabiano chegaram a treinar com chuteiras da marca americana. No final de 2013, já haviam surgido boatos de que a Adidas poderia substituir a Penalty. O Guia do Boleiro também apurou que pelo menos mais uma grande empresa já consultou o clube. Com tudo isso, fica cada vez mais difícil que a empresa brasileira consiga seguir patrocinando o São Paulo a partir de 2016.