Suspeitas de corrupção na Fifa motivam fim de patrocínios de US$ 500 milhões

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A Fifa deve perder a partir de janeiro de 2015 dois de seus principais patrocinadores, a companhia aérea Emirates e a empresa de eletrônicos Sony. Informações sobre o fim dos acordos surgiram na última edição da revista alemã Der Spiegel e foram confirmados pela agência DPA. Somados, os dois patrocínios chegam a US$ 500 milhões de dólares para o período de oito anos.

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Segundo ambos os veículos, os principais motivo para que os patrocinadores decidissem não renovar seus contratos, válidos até 31 de dezembro deste ano, foram a investigação sobre possíveis casos de corrupção envolvendo o processo de escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar) e os consequentes danos à imagem da entidade.

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A Fifa confirmou a saída da Emirates, mas afirmou que a empresa já tinha informado esta decisão em junho de 2012, alegando como motivo uma "reestruturação no conceito de seus patrocínios". Já em relação à Sony, a informação da entidade é de que conversas sobre uma possível renovação ainda estão em andamento, o que teria sido confirmado pela empresa.

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Emirates e Sony são atualmente dois dos seis principais parceiros comerciais da Fifa, com contratos estimados em US$ 200 e US$ 300 milhões respectivamente por uma duração de oito anos. Os outros patrocinadores que fazem parte desse grupo são Adidas, Coca-Cola, Visa e Hyundai/Kia. Juntos, os seis pagaram cerca de US$ 180 milhões apenas em 2013.

Renovação do McDonald´s e possíveis substitutos

Enquanto Emirates e Sony indicam suas saídas, o McDonald´s, que não está entre os chamados "parceiros globais" da Fifa, renovou seu contrato como patrocinador especificamente da Copa do Mundo na semana passada. Nesta outra categoria de patrocínio estão também Budweiser, Castrol, Continental, Johnson&Johnson, Marfrig, Oi e Yingli.

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Também já tiveram início as especulações a respeito das possíveis substitutas para Emirates e Sony. A Qatar Airways, do país que receberá o Mundial em 2022, seria a nova patrocinadora do setor aéreo, enquanto a Samsung aparece como a favorita no setor de eletrônicos. Segundo o Der Spiegel, o secretário geral da entidade, Jéromê Valcke, já teria inclusive informado o comitê financeiro da Fifa sobre as conversas com a Qatar Airways. À DPA, porém, o departamento de comunicação da entidade afirmou que "por conta de conversas em andamento nós não podemos dar nenhuma informação a respeito de futuros parceiros".