Investidores farão oferta de US$ 2,2 bilhões para comprar Reebok

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Um grupo de investidores, que inclui a Jynwel Capital e fundos ligados ao governo de Abu Dhabi, pretende fazer uma oferta de US$ 2,2 bilhões (cerca de R$ 5,47 bi) para comprar a empresa Reebok.

A proposta deve desagradar boa parte do grupo diretivo da Adidas, que detém a Reebok, pois a marca alemã comprou a Reebok por US$ 3,8 bilhões em 2006, US$ 1,6 bi a mais do que essa oferta do grupo de investidores.

Segundo o Wall Street Journal, apesar de uma oferta com números menores, os investidores querem persuadir a Adidas de que a Reebok teria um desempenho melhor no mercado se não ficasse atrelada a uma outra marca esportiva. [[imagem20807]] Apesar do argumento "bem-intencionado", o grupo deve querer tirar proveito sobre os fatos de que os números de faturamento da Adidas praticamente estacionaram no último ano, frente a um crescimento da Nike, e de que a Reebok parece ainda nadar para tentar encontrar seu posicionamento atual no mercado.

A empresa das três listras teve seu último relatório de faturamento praticamente igual ao anterior. O balanço de dezembro de 2013 da Adidas informou um faturamento de 14,492 bilhões de euros, contra 14,883 bi do ano anterior, o que a coloca como segunda maior marca do mercado esportivo. A líder Nike apresentou o relatório de maio de 2014 (o calendário Nike é medido pelos critérios do hemisfério Norte) com o número de 21,81 bilhões de euros, contra 19,86 bi na temporada anterior.

Além dos números da Adidas, a Reebok vem realmente caindo de rendimento na última década. Em 2012, por exemplo, talvez uma das maiores derrotas da marca, a empresa norte-americana foi substituída pela Nike como fornecedora de equipamentos esportivos da National Football League (NFL).

Neste ano, por outro lado, a Reebok parece ter firmado sua posição no mercado. Em abril, praticamente deu adeus ao futebol ao deixar de ser a fornecedora do Bolton, último time que ainda vestia a Reebok. Além disso, mudou sua logomarca e decidiu, pelo menos por agora, focar no mercado fitness e de corrida.


***ERRATA: Ao contrário do que havíamos colocado na primeira edição desta notícia, o correto é US$ 2,2 bilhões e, não, US$ 2,2 milhões como estava escrito.
Pedimos desculpas pelo erro de valores. Esta notícia, agora, já está corrigida com o número correto de US$ 2,2 bilhões.