Adidas proíbe maior loja da Inglaterra de vender a camisa do Chelsea

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O Chelsea está no meio de uma disputa milionária entre a Adidas, sua patrocinadora, e a Sports Direct, maior rede varejista de artigos esportivos do Reino Unido. A marca alemã anunciou a proibição da venda de camisas do time pela rede a partir da próxima temporada, em decisão que teria sido uma represália ao dono da loja.

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Oficialmente, a Adidas diz que a decisão foi tomada para aumentar o lucro do Chelsea e, por isso, os uniformes passarão a ser vendidos apenas nas lojas oficiais da equipe e da marca. Essa cláusula faria parte do acordo de renovação do contrato firmado entre a empresa e o clube em junho, com valor de 300 milhões de libras (R$ 1,2 bilhão) e duração de 10 anos.

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A especulação não oficial, porém, é de que a proibição teria sido uma represália pelo fato de outro clube inglês, o Newcastle, não ter renovado seu contrato com a Adidas e ter mudado de patrocinador, indo para a rival Puma. A explicação é de que o principal acionista do clube, o multimilionário Mike Ashley, é também dono da Sports Direct.

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Ashley reconhece que teria um grande prejuízo por não poder vender produtos do Chelsea, mas a preocupação é de que a represália se estenda a outros clubes e até seleções patrocinadas pela marca. Para evitar isso, ele já teria uma estratégia ousada: comprar 5% das ações da Adidas (por R$ 60 bilhões) para pressionar a empresa. Essa resposta, porém, vem sendo vista como um "blefe" por conta do altíssimo valor envolvido.