Newcastle deixa senegalês que se recusou a vestir camisa fora de viagem

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Em meio a negociações para resolver a decisão de Papiss Cissé de não usar a sua nova camisa, o Newcastle não levou o senegalês para fazer pré-temporada em Portugal.

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O clube do norte da Inglaterra anunciou o banco Wonga como patrocinador ao fim da última temporada. Como lucrar com juros de empréstimo é uma pratica proibida pela religião muçulmana, Cissé recusou-se a usar a camisa com o logotipo do novo parceiro.

Desde a reapresentação do elenco para a temporada 2013/14, Cissé treina separado dos companheiros enquanto negocia uma solução com o Newcastle. 

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Segundo o jornal britânico Daily Mail, o jogador também se recusou a usar uma camisa com o logotipo de uma instituição de caridade.

Embora tenha usado uniformes com o patrocínio da Nothern Rock e da Virgin Money, outras instituições financeiras, Cissé não quis endossar o banco Wonga e recebeu até ameaças racistas por isso. 

Outros muçulmanos do elenco como Hatem Ben Arfa não apresentaram objeções.

A ausência de Cissé da viagem e consequentemente dos amistosos contra Rio Ave e Paços de Ferreira indica que a solução do clube pode ser vendê-lo.

Ele chegou ao Newcastle em janeiro do ano passado por R$ 30 milhões e já marcou 26 vezes.

Há um precedente para a situação de Cissé. Em 2007, Frederick Kanouté também se recusou a vestir a camisa do Sevilla com o patrocínio de uma empresa de apostas, outra prática condenada pelo islã. O clube permitiu que ele usasse um uniforme sem o logotipo da marca.