Bola do Paulistão e Carioca é uma boa opção para o consumidor comum

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[[imagem3057]]A Topper KV Carbon 12 é a bola oficial dos Campeonatos Paulista e Carioca edição 2013. Até o último domingo, a redonda balançou 336 vezes as redes dos gramados de São Paulo (em 119 partidas, média de 2,82 por jogo) e foi a protagonista de 195 tentos em 75 jogos do Carioca, o que gera um balanço de 2,6 gols partida. Essa média está bem perto dos números dos torneios nos últimos cinco anos: 2,88. O Guia do Boleiro colocou em teste esse produto da empresa brasileira e chegou a três principais conclusões: é uma bola que ganha força durante a trajetória, tem baixa permeabilidade em condições molhadas e é uma redonda relativamente macia na recepção.

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A bola do Campeonato Paulista tem as cores da Federação Paulista de Futebol (vermelha e amarela) e um selo dourado de 10 anos, período da parceria entre a instituição e a empresa brasileira. Já a do Campeonato Carioca apresenta design similar, com as tonalidades de azul e vermelho, referentes à Federação de Futebol do Rio de Janeiro, a qual entra no seu segundo ano consecutivo com bolas oficiais da Topper.

Veja também os testes da Cafusa e da Mystic 4 TF

A KV Carbon 12 tem doze gomos, é feita de microfibra, é costurada a mão e forrada com fios de Náilon. Nossa impressão é que parece ser um produto de durabilidade. Seu peso aproximado é de 409 gramas e a circunferência, 68 a 70cm. É feita exclusivamente para se jogar em campo e seu preço oficial é de R$ 299,90.

Segundo o texto de divulgação, “o momento do chute fica mais confortável ao atleta devido o sistema technosoft, que amortece e reduz o impacto”. Realmente, pudemos sentir que, apesar de ser uma bola que ganha força durante trajetória (o que tem sido um incômodo para os goleiros na última década), ela é macia para se dominar.

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Estabilidade – 7,5
A Topper KV Carbon 12 é de certa forma constante. Durante a prática, pudemos perceber que não sofre alterações de percurso em chutes de peito do pé ou chapa. Mais uma vez, no entanto, destacamos que a bola chega “quente” e “venenosa” para o goleiro, mas, como já dissemos anteriormente, tem sido uma tônica das redondas dos últimos anos.

Efeito – 8,5
Assim como o jogador gosta, a KV Carbon 12 consegue ganhar um efeito considerável. Batemos algumas faltas de chapa e outras de peito do pé. Nas batidas com o lado do pé, ela ganha aquela curva característica, que faz a alegria dos grandes cobradores. Nos arremates de peito do pé, ela ganha força durante a trajetória e dá aquela balançada “mínima” em caso de chute seco.

Design – 8,5
Bola bem visível e com detalhes que dão certo brilho ao serem contrastadas com a luz do sol. As cores e os desenhos consonantes com as tonalidades das federações paulista e carioca dão beleza ao produto e formam um design atraente.

Molhada – 7
Assim com a Cafusa, a KV Carbon 12 também escapa um pouco do controle em condições molhadas. Ela quica e corre um pouco a mais do que deveria, acredita o corpo editorial do Guia do Boleiro. A bola também tem discretas saliências para tentar “grudá-la” um pouco mais, no entanto, as bolas convencionais com mais gomos ainda parecem ser um pouco mais estáveis no contato com a grama. Por outro lado, parece ser impermeável. Colocamos ela debaixo da torneira e jogamos num gramado úmido, e pareceu que ela não ganhou quase nada de extra-peso. A Cafusa se mostrou até mais impermeável, mas a KV Carbon 12 também teve desempenho muito bom neste quesito.

Conclusão
A KV Carbon 12 é uma bola ideal para o consumidor comum. Ela é macia, ganha força na trajetória e parece ter uma durabilidade grande. Seu preço, R$ 299,90, não é dos mais baratos, mas também sai mais em conta que as tops de linha da Nike (Bola da Libertadores aos R$ 399,90) e da Adidas (Cafusa ao mesmo preço).

 

Os testes foram realizados na sede de campo do Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo – contato: duller@marista.org.br